Conseleite-PR aponta tendência de queda no valor pago ao produtor para outubro

Após alcançar pico em setembro, capacidade de alta perdeu força e valor de referência do leite deve fechar outubro em baixa

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Divulgação (Foto: Pixabay)

Depois de quatro meses consecutivos de alta, a tendência de subida nos valores de referência do Conseleite-PR parece ter chegado ao seu limite. Após atingir o pico de R$ 1,98, em setembro, a projeção para outubro é de R$ 1,85 (redução de R$ 0,13), o que representa uma queda de 6,7% na comparação de outubro com setembro deste ano. Os números foram divulgados durante reunião da entidade, realizada nesta terça-feira (20), via videoconferência. O encontro contou com a participação do Sistema FAEP/SENAR-PR.

De modo geral, os números do Conseleite-PR demonstraram que o leite fluido e os derivados ainda seguiram em uma movimentação de alta no mês de setembro. Desde maio, o setor lácteo vive em um cenário atípico devido aos reflexos da pandemia do novo coronavírus. Foram quatro meses seguidos de elevações, saindo do valor de referência de R$ 1,304, em maio, para R$ 1,98 em setembro.

A expectativa do encerramento do pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal e a redução no poder de compra do consumidor brasileiro é apontada como um dos principais motivos para o fim da tendência de alta. A principal preocupação agora é com uma possível desaceleração na demanda, que pode provocar um novo ajuste ao setor lácteo. Isso em um momento no qual os custos de produção estão nas alturas, já que as commodities agrícolas (principalmente soja e milho) estão em patamares recordes de preços.

O presidente da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ronei Volpi, pontuou que essa desaceleração nos preços já era esperada pelo setor. “Isso é um fator preocupante, pois na realidade do produtor hoje há muito pouco espaço para a redução no preço pago pelo leite. Os custos de produção aumentaram violentamente. É preciso que haja uma atenção especial em relação ao equilíbrio do setor como um todo, é a hora de intensificarmos ainda mais o diálogo entre os elos da cadeia produtiva”, convocou Volpi.

 

Fonte Jornal O Paraná

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